VÍDEOS: sobrevoo flagra destruição dentro do parque nacional em RO e AM

Date:


O Parque Nacional Mapinguari está localizado entre Porto Velho (RO) e Lábrea (AM). O g1 também sinaliza focos ativos de queimaduras durante o voo. Imagem aérea realizada na terça-feira, 16 de agosto de 2022, mostra o desmatamento no sul do Amazonas. Ruan Gabriel/Rede Amazônica Um feito pelo g1 flagou várias áreas de desmatamento na floresta amazônica esta semana. Um deles foi visto dentro do Parque Nacional do Mapinguari ao lado de uma região de pastagem. A devastação desse ponto chega a 1,3 mil hectares, segundo análise do Greenpeace Brasil com base em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Parque Nacional do Mapinguari está localizado na divisa dos estados de Rondônia e Amazonas, mais precisamente entre Porto Velho (RO) e Lábrea (AM). A viagem de avião começou no Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, e seguiu em direção ao Sul do Amazonas. Durante cerca de 3 horas de viagem foi possível avistar a mata com cicatrizes de queimadas e desmontes recentes. Sobrevoo mostra áreas de devastação em Rondônia e Amazonas Este roteiro ajuda a entender como a devastação em Rondônia avança e sofre pressão no estado vizinho (veja o vídeo acima). FOTOS: sobrevoo áreas de destruição em RO e AM FOTOS: sobrevoo áreas de queimadas “As pesoas [grileiros] Quem chega ao sul de Lábrea geralmente não é amazônico, mas de Rondônia e até do Mato Grosso. É o Arco do Desmatamento que pressiona cada vez mais a floresta e a subida para essas novas fronteiras”, explica Carolina Pasquali, diretora-executiva do Greenpeace Brasil, que acompanha ou sobrevoa. O Arco do Desmatamento é o termo dado a uma área onde a agricultura Avança em direção à floresta e também onde encontramos os maiores índices de desmatamento da Amazônia.As rodovias Belém-Brasília (BR-010) e Cuiabá-Porto Velho (BR-364), por exemplo, perfazem 500 km² de o Arco do Desmatamento Ainda Segundo análise do Greenpeace Brasil, com o aumento do desmatamento em Rondônia, “naturalmente” a fronteira está se movimentando, adentrando o Sul do Amazonas e aproximando-se de áreas essenciais para a biodiversidade do planeta.Mata e abertura de estradas são elementos que atrapalham floresta e comprometer o ecossistema”, comenta Pasquali. Imagem aérea realizada na terça-feira, 16 de agosto de 2022, mostra o desmatamento no sul do Amazonas. An a Kézia Gomes/g1 RO Saindo do Parque Nacional Mapinguari ou g1 sobrevoa uma Floresta Pública Não Pretendida localizada ao sul do município de Lábrea (AM). Nesse ponto da viagem foi constatado um desmatamento ilegal de aproximadamente 2,3 mil hectares. Segundo dados de satélites analisados ​​pelo Greenpeace Brasil, essa área foi aberta em menos de quatro meses — entre a febre e junho de 2022. As Florestas Públicas não são destinadas à compostagem, principalmente por territórios pertencentes aos estados ou à União e que devem ser destinados à proteção ou uso sustentável, mas por não ter uma destinação específica, é sempre uma constante de grilagem, segundo ambientalistas citados pelo G1. “O desmatamento avança ferozmente em uma área essencial para a preservação da Amazônia.” Imagem aérea realizada na terça-feira, 16 de agosto de 2022, mostra o desmatamento no sul do Amazonas. Ruan Gabriel/Rede Amazônica “Um terço de todo o desmatamento na Amazônia ocorre em terras públicas não destinadas à grilagem e está diretamente relacionado a isso. O Estado brasileiro tem omitido a destinação dessas terras, utilizadas para auditar sem efetividade e sinais de enfraquecimento legal enviadas pelas autoridades, que permitem que os grileiros esperem uma espécie de legalização da terra grelhada… tudo isso junto vai se transformar nesse caldeirão que literalmente bota fogo na mata”, explicou Pasquali. Floresta nas florestas Os incêndios na floresta são outro tipo de crime ambiental ligado ao desmatamento. Durante o sobrevoo ou g1 também sinalizei fontes ativas de queimaduras em Lábrea (AM). Vídeo mostra queimada na divisa dos estados de Rondônia e Amazonas Turbulências são sentidas enquanto o avião sobrevoa a mata em Chamas. Uma equipe de reportagem também consegue sentir ou aumentar a temperatura dentro da aeronave ao encontrar queimaduras ao longo do caminho. A fumaça é intensa, cheirando ao topo à vista é de um fogo completamente aceso. No chão a cores é preta (assista ao vídeo acima). “O que aqui em Porto Velho não é mais azul, é verde. E quando as pessoas vão, a gente percebe bem essa mudança. A fumaça não se dissipa e é o que todos os habitantes da região estão respirando diariamente”, disse Carolina. Imagem aérea realizada na terça-feira, 16 de agosto de 2022, mostra a área de queimada na divisa do estado de Rondônia com a Amazônia. Ruan Gabriel/Rede Amazônica “É sempre muito chocante e triste para as pessoas testemunhar aqui que as pessoas já sabem pelas imagens de satélite que acompanham. Quando as pessoas veem a extensão das áreas desmatadas e a proximidade do fogo, é realmente um impacto muito grande “, disse Carolina. O Dados do Inpe aponta que só nos primeiros 15 dias de agosto deste ano foram registrados 267 focos de queimaduras em Porto Velho. Já em Lábrea foram 140. O município de Lábrea fica numa área que une o sul do Amazonas, ou leste do Acre e o norte de Rondônia. Segundo os ambientalistas, trata-se de uma região de grande pressão e por isso é chamada de “a nova fronteira do desmatamento”. Imagem aérea realizada na terça-feira, 16 de agosto de 2022, mostra a área de queimada na divisa do estado de Rondônia com a Amazônia. Ana Kézia Gomes/g1 “Nesta época do ano os grileiros aproveitam para queimar, abrir e consolidar como áreas desmatadas. Por isso vemos pessoas testemunhando aqui [no Sul do Amazonas] e é muito preocupante. Essa devastação começa a se aproximar do maior bloco de floresta ainda conservado na Amazônia, um bloco que possui uma biodiversidade que as pessoas não podem perder. É importante garantir o clima equilibrado”, diz Carolina. Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022, mostra a área queimada na divisa do estado de Rondônia com o Amazonas. Ruan Gabriel/Rede Amazônica *Colabore Alexandre Hisayasu, Fábio Diniz, Ruan Gabriel e Mayara Subtil, da Rede Amazônica.

Fonte

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Share post:

Subscribe

Popular

More like this
Related