MasterChef + combate idadismo com 80 anos – 14/11/2022 – Televisão

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São Paulo

Fingindo mostrar que não existe faixa etária para sonhar e mudar de vida, para a Banda estreia na terça-feira (15), às 22h45, ou MasterChef+. Versão inédita no Brasil, apenas chefs amadores com idades entre 60 e 80 anos, a competição culinária deve levantar o debate sobre o preconceito entre o público.

Além da TV aberta, a atração será exibida toda sexta-feira, às 18h20, não no canal pago Discovery Home & Health e nem no serviço de streaming Discovery+ a partir do dia 18. O público ainda pode acompanhar os episódios pelo canal oficial canal do programa. YouTube.

Para a diretora do MasterChef, Marisa Mestiço, ou público pode esperar desta nova edição leveza, boa comida, gente sem medo de se expor e com muito conhecimento e jogo de cintura para improvisar, usando o ritmo a seu favor.

Mestiço afirma que já viu o formato em outros países e que queria muito fazer no Brasil porque era uma forma de dar destaque ao que inspirou muitos chefs durante os oito anos do MasterChef. Crédito na identificação. Todos nós temos uma história contada pelo cheiro de uma mãe, avó, tio. É uma gastronomia de memória e teremos resgates nas receitas feitas por eles”, afirma.

A diretora antecipa que os participantes sejam experientes e tenham sonhos, planos e vitalidade. “Nada os afasta do direito de projetar o futuro e viver intensamente o agora. Minha esperança é que inspire e motive pessoas de qualquer tipo a acreditar que podemos estar onde queremos estar.”

Para ela, quanto maior a licença que vamos lançar MasterChef+ é entender que na maturidade existe a chance de aproveitar o tempo a seu favor e ter autonomia para escolher as batalhas que ela quer trabalhar. “No caso, uma aventura de estar na cozinha do MasterChef com todos os desafios que só quem vive sabe o que é.”

O primeiro episódio, como praticado em outras versões do programa, mostra uma prévia seletiva. Vinte candidatos, de várias regiões do Brasil, apresentarão um prato que representa você e que tem a chance de agradar o paladar dos Eric jaquin, Helena rizz Eu Henrique Fogaça e, assim, ganhar um avental — ou passaporte essencial para participar da competição. Desta vez, o júri contará com a ajuda de dois renomados e experientes chefs convidados Mara Salles, Benny Novak e Renata Braune.

Entre as novidades da temporada, Ana Paula Padrão vai liderar o Bingo MasterChef em vez do tradicional Leilão MasterChef. Os participantes também vão se surpreender na hora de cozinhar para um grande ídolo deles, ou cantor e apresentador Ronnie von. Os desafios da confeitaria, grandes clássicos da culinária e um exuberante banquete de Natal também estarão entre os destaques, prometemos aos organizadores.

Um dos dois participantes é o executivo Sérgio Ferreira, 61, que quer focar mais na gastronomia em eventos programados, além de avaliar restaurantes que conhecem o mundo para que outras pessoas desfrutem de dois dos mesmos prazeres.

Ele ressalta que, com o avanço da medicina, é possível chegar aos 80 anos com vida ativa. “Temos capacidade cognitiva, expressão…”

Porém, lembra que o preconceito está relacionado à idade e visível, principalmente, no mercado de trabalho. “Eu me inscrevi em algumas vagas. Coloquei as informações no currículo sem a resposta. Não coloquei a resposta, mas quando descobri uma pessoa vaga fui pré-listado ou meu perfil era um pouco diferente. Estou muito feliz com a iniciativa da Banda para que pessoas com mais de 50 anos possam mostrar seus talentos”.

Maria Luiza Zacarias, 63 anos, de Araguari (MG), diz que adora fazer cuscuz de todos os tipos e comidas brasileiras —de preferência caipira—, além de reunir as pessoas ao redor de uma pessoa para um morcego-papo. “Minha intenção agora é inspirar outras pessoas. Participar do MasterChef+ é uma oportunidade de aprender, ensinar e conhecer novas pessoas.”

Para Malu, como também é chamada, sempre teve muitas restrições em relação a pessoas com mais experiência do que na televisão, mas em todas as áreas. “À medida que as pessoas vão envelhecendo e não estão sendo tanto oleadas no meio ambiente, seja em termos de produção, seja rápido ou seja o que for”, afirma.

“Ou combater o preconceito de idade tem que acontecer porque temos que respeitar as pessoas ou limitar as pessoas, mas entenda que essas pessoas têm muita experiência e podem ensinar muitos que estão apenas começando suas carreiras.”

Outra que adora receber as pessoas e cozinhar para elas é Maria Elizabeth, a Beth, 70, de São João do Almeida (MG). A dona de pousada tinha algo muito gostoso para comer, além de receber as pessoas e cozinhar para elas. “Adoro a culinária mineira, adoro fazer frango com quiabo, feijoada, costlinha, tropeiro bem caprichado com couvezinha”.

Ela diz que faz um show itinerante, não só cozinha, ela tem causas. Em sua fazenda, tudo isso ou hospedeiro vem foi ela quem criou ou plantou. “Não MasterChef+, vou aprender novas receitas, cozinhar muito rápido e usar memória, aprender com a experiência com meus amigos.”

Para Beth, uma pessoa com mais de 60 anos tem menos oportunidades, por isso preferimos pessoas mais jovens. “Quanto mais tenho mais de 60 mais experiência, maturidade, conhecimento, responsabilidade, energia e ganho.”

Incentivado pela ficha e gênero para se inscrever no programa, o gerente Antônio Salgado, 65, do Rio de Janeiro, tem o prazer de preparar frutos do mar, paella, galega em pó e carnes.

Amante de viagens, Salgado também é baterista de uma banda e toca percussão em outros lugares. Para ele, o idadismo existe não só na televisão, mas no cotidiano, como na procura de emprego.

“Queremos ser mais jovens, então com uma experiência melhor possível. Os mais velhos deveriam ser mais valorizados pela experiência de vida, mas isso não acontece. Precisamos melhorar isso porque cada um de nós tem coisas para aumentar no trabalho, no sociedade, na vida.” resultados”.



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