Falha Técnica Deixa Eleitor Postagens Desatualizadas e Mobiliza Bolsonaristas | política

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Um erro técnico no Facebook e no Instagram reproduziu nesta sexta-feira (4) uma mensagem errônea sobre a contagem de dois votos nas eleições no Brasil.

Ou o erro do movimento Bolsonaro nas redes sociais com falsas expectativas de mudanças sem resultados eleitorais e teorias conspiratórias e antidemocráticas das ações das Forças Armadas.

Embaixo das notícias ou menções relacionadas às eleições deste ano apareceu erroneamente a frase “os votos para a eleição ainda estão sendo apressados”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o contágio em 30 de outubro e divulgou os vencedores do segundo turno.

Para combater notícias falsas, como plataformas, em parceria com o tribunal, colocaremos “sinais” em postagens com menções e notícias relacionadas ao processo deste ano. Da mesma forma, ao longo da campanha foi comum observar alertas que indicam o site do TSE, por exemplo, como fonte de consulta para o eleitor confirmar informações.

Desta vez, entretanto, a falha técnica ocorrida no sistema da plataforma causou confusão e agitou apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em nota, a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, afirmou que “nesta sexta feira, um erro técnico nos sistemas da Meta fez com a publicação de eleições no Facebook e Instagram no Brasil apresentará momentaneamente uma etiqueta desatualizada informando que os votos da eleição brasileira ainda estávamos com pressa”.

Não há texto divulgado, uma empresa reforça que “não é verdade: o resultado oficial da eleição não foi revelado no último domingo pelo TSE. Trabalhamos para resolver uma dúvida ou mais rapidamente possível”.

Uma mensagem gerada a partir do erro técnico migrou para as duas redes e passou a ser compartilhada pelos bolsonaristas em outros aplicativos também.

Os apoiadores do presidente passarão a afetar a frase no Twitter, ou alimentar diversas teorias sobre uma suposta permanência do atual presidente sem mandato.

Grupos de telegramas também ajudarão a movimentar suposições sobre uma nova eleição, as ações das Forças Armadas e as suspeitas sobre as urnas eletrônicas – já que serão usadas, ou o Brasil nunca registra fraude no sistema eleitoral.

Reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta (3) mostrou que tanto o Facebook quanto o Instagram começaram a remover postagens com pedidos de golpe militar no Brasil.

Sem um anúncio formal, a Meta, que controla as duas plataformas de internet, deu uma nova interpretação de suas políticas, à luz do cenário político brasileiro, e começou a derrubar essas publicações.

“Acompanhamos atentamente os eventos no Brasil e as conversas sobre esses eventos em nossas plataformas, e começamos a remover pedidos de intervenção militar no Brasil no Facebook e Instagram”, disse ele ao Meta em nota.

O TSE, dias antes da eleição, encaminhou uma série de ordens judiciais às plataformas determinando o afastamento de grupos de WhatsApp e Telegram com pedido de paralisação de estradas e ordem de uso das Forças Armadas para golpe militar.

Os gabinetes apelaram à retirada de conteúdos “que incitem grave perturbação do ambiente democrático” e instiguem “intervenção militar ou aplicação distorcida do artigo 142.º da Constituição”.

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