Equipe de Lula conversa com ex-comandante do Exército – 23/11/2022 – Poder

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uma equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Eles conversaram com o ex-comandante do Exército Edson Pujol e o ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva durante uma transição.

De janeiro de 2019 a março de 2021, Pujol e Azevedo estiveram no governo Bolsonaro. Em uma crise militar sem precedentes desde a década de 1970, o mandatário ou o Ministro da Defesa. Pujol e os comandantes da Marinha e da Aeronáutica pediram sua demissão imediatamente.

Bolsonaro queria maior subordinação das Forças Armadas ao seu governador, e a Defesa, de Azevedo, Estou procurando manter alguma distância do Planalto. Segundo os interlocutores do agora ex-ministro, esta é a razão para ele enfatizar, em sua nota de saída, que considera ter preservado as Forças Armadas como instituições do Estado durante sua gestão.

Segundo membros do governo de transição, entendeu-se que são importantes para manter um quadro institucional num momento de crise e tentativa de politização dos militares.

A ideia dos interlocutores de Lula é priorizar as conversas com ex-dirigentes das três Forças Armadas, um movimento de respeito às instituições. Além de Pujol e Azevedo, os nomes procurados, em sua maioria, são de militares que ocuparam o alto escalão durante os PTs de Osborough.

Auxiliares da transição também vão procurar o ex-comandante do Exército Enzo Peri, que comandou a força de 2007 a 2014.

Segundos andares, também adquiridos por José Carlos Nardi, ex-chefe do Estado Prefeito Conjunto das Forças Armadas. Também foram contadas pelos ex-comandantes da Aeronáutica, Juniti Saito, e da Marinha, Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira.

O grupo técnico para a transição para a área de Defesa é o único que ainda não foi divulgado. Os nomes aqui listados pelos aliados de Lula não necessariamente integrarão este colegiado.

O coordenador dos grupos técnicos de transição, Aloizio Mercadante, confirmou que uma equipe de Lula procurou os ex-comandantes das Forças Armadas. Afirma-se que a lista final dos integrantes do grupo temático de Defesa deve ser divulgada nesta semana.

“Estamos em processo de constituição de um grupo de trabalho, que incluirá alguns ex-comandantes das Forças e outras lideranças importantes, principalmente os que estão comprometidos [com a democracia]. Um Exército, uma Marinha e uma Aeronáutica profissional, Republicanos, que respeitam o Estado Democrático de Direito. Profissionalizado, desideologizado e apartidário, o que é ou o que nos interessa”, diz Mercadante nesta quarta-feira (23).

O governo de transição enfrenta dificuldades na composição dos nomes para o grupo de Defesa, dada a politização das Forças Armadas em nossos quatro anos de Jair Bolsonaro (PL).

Ao ser capitão da reserva, transformou sua patente em um bem político. Durante a campanha eleitoral, foi chamado “capitão do povo” (mesmo título de seu jingle).

Bolsonaro foi criticado ao longo de seu mandato por politizar as Forças Armadas e tentar envolvê-las em crises institucionais. Troco três vezes o cargo de ministro da Defesa e os comandantes das três Forças.

O sucessor de Fernando Azevedo na Defesa, general Walter Braga Netto, acabou virando vice na chapa de Bolsonaro.

Inicialmente, uma das ideias era divulgar os nomes do grupo técnico de Defesa após o retorno de Lula de viagem ao Egito, onde participou da COP27. Têm ainda uma escala em Lisboa, onde se reúnem com as autoridades portuguesas.

Uma avaliação é que o relacionamento com os militares se torna um assunto delicado e uma indicação da força-tarefa requer a aprovação do presidente eleito.

O grupo será misto. Além de ostentação, deve ter membros do Parlamento e da academia.

Há interlocutores de Lula que já estão trabalhando nos bastidores buscando abrir um diálogo com as Forças Armadas.

Entre eles estão os ex-ministros Nelson Jobim, Celso Amorim, Jaques Wagner e a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC), que assumiu a secretaria de Defesa durante o governo do PT.

Jobim tem mostrado às pessoas que elas estão interessadas em ficar nos bastidores.

A busca de interlocutores nas Forças Armadas ocorre também no momento em que os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica legitimam os atos antidemocráticos do país praticados em frente aos quartéis. Nessas manifestações, apoiadores de Bolsonaro pedem um golpe militar e se negam a aceitar o resultado das eleições.

Uma nota conjunta das três forças, divulgada no último dia 11, estava repleta de mensagens indiretas ao Judiciário.

“Não condene eventuais restrições de direitos por parte de agentes públicos, desde que eventuais excessos cometidos em manifestações que possam controlar direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que alimentar a desarmonia na sociedade”, diz o texto assassinado pelo almirante Almir Garnier Santos (Marinha), pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica).

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