Empreendedorismo para desenvolvimento e inclusão – 11/03/2022 – Opinião

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O Brasil completa 522 anos, período em que sua economia dominada por vastos recursos naturais. Em 75% desse tempo, a escravidão era de base econômica, e 60% permaneciam ou analfabetos oficiais.

Esses são fatores determinantes para o desenvolvimento de uma cultura de busca de emprego, preferencialmente público. Quando olhamos para as grandes empresas brasileiras, observamos que, em sua maioria, são oriundas de famílias de imigrantes que chegaram ao Brasil a partir do final do século XIX.

Não é segredo para ninguém que o desenvolvimento econômico de um país depende da criação de empresas capazes de gerar novidades, negócios e crescimento. Nenhum caso do Brasil, digamos que eu não saiba 21 semanas que, no dicionário do Aurélio, encontramos uma palavra empreendedorismo.

Uma tecnologia digital favorece um desenvolvimento rápido das empresas —basta ver que, entre as dez maiores empresas do mundo em valor de mercado, metade delas não existia há 30 anos.

Não podemos nos enganar assumindo que você “unicórnios”, que surgirão no Brasil nos últimos anos, forames capazes de se inserir no mundo atual. Embora tenhamos orgulho deles, muito poucos para um país com as dimensões brasileiras.

QUALQUER incentivo ao empreendedorismo constituiu uma das grandes alavancas para resolver as questões sociais. Além de criar negócios, a enorme importância do empreendedorismo está em permitir que as pessoas, de todos os estrangeiros, desenvolvam suas habilidades e intelectuais.

O maior patrimônio do Brasil tem 215 mil cérebros. Portanto, há uma imensa probabilidade de que futuros empreendedores disruptivos venham das classes menos favorecidas, desde que devidamente educados e incentivados.

Vários países, como Reino Unido e Israel, entre outros, entenderão que o apoio ao empreendedorismo é fundamental para o futuro. Não o Brasil, precisamos de uma mudança cultural abrangente, que ilumine nossos rumos. Levará tempo, mas o processo precisa começar com urgência, pois o poder público e o ecossistema de empreendedorismo se unem em iniciativas que promovam a diversidade e a inclusão e estimulem negócios liderados por pessoas de todos os espectros da sociedade.

Acreditamos que o pequeno negócio é a “célula mater” do desenvolvimento do país e que cabe ao Estado incentivá-lo. em Uma Agenda Inadiável, elaborada por Demolindo ParedesListamos seis ações que podem servir de ponto de partida, não o Brasil:

1 – Utilização da tecnologia para facilitar, simplificar, baratear e tornar transparente a relação entre o Estado e as empresas;

2 – Suavizar a transição das taxas de imposto, de forma a incentivar ou fazer crescer as empresas desde o momento da sua criação;

3 – Educar como pessoas desde ou na escola primária, porque empreenda o método dez, não é apenas um sol. Além disso, promover ou formar pessoas para uma área de tecnologia digital, uma vez que sabemos que este é um dos dois maiores gargalos para o crescimento e inovação de novos negócios;

4 – Combate sistêmico contra a assimetria informacional, que agora parece apenas empreendedores, com algum “capital social”, redes de contato ou acesso privilegiado que sabem captar recursos ou se beneficiar de programas públicos e público-privados de acesso a capital, inovação, importação e exportação, entre outros;

5 – Incentivo ao capital de risco privado para a criação e promoção de programas, com critérios objetivos, que alavanquem recursos de BNDES e de mais bancos públicos para empresas de alto desempenho —assim como dois programas para micro e pequenas empresas normalmente escapam— e cadeias industriais;

6 – Transferência de tecnologia facilitada entre universidades e empresas, permitindo que as empresas Possam contratem ou participem de iniciativas de desenvolvimento de produtos com pesquisadores — dimensionamento ou Cachimbo do Empreendedor Fapesp para todos ou brasil.

O momento é o único em nossas vidas. Afinal, o mundo digital nos permite construir, com ideias mais do que com recursos, ou que favorece populações mais pobres.

Acreditamos que o empreendedorismo não é apenas um capítulo da economia. O empreendedorismo é um pilar importante para promover a igualdade de oportunidades para todas as cidades.

Fersen Lambranho
Presidente da GP Investments; e Marília Rocha

Paulo você vai ver
rodrigo teles
Julian Seabra
Camila Junqueira

Sucessivamente CEOs da Endeavor Brasil entre 2000 e 2022

*Lambranho e Seabra são membros do Derrubando Muros e colaboradores na publicação de Uma Agenda Inadiável

TENDÊNCIAS / DISCUSSÕES
Os artigos publicados com o assunto não são traduzidos na opinião da revista. Sua publicação se deve ao propósito de estimular ou debater dois problemas brasileiros e mundiais e refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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