As histórias de viajantes ‘aprisionados’ nas rodovias pelo bloqueio dos caminhoneiros Bolsonaro – 31/10/2022 – Mercado

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O banco Caio Guitton mora em São Paulo e viajou para Rio de Janeiro votar no domingo (30). Voltaria para casa na manhã seguinte. Portanto, os planos do forame são alterados quando você passa por uma experiência que se revela angustiante.

Caio estava em um ônibus que saiu do Rio de Janeiro na madrugada da segunda-feira e seguia para São Paulo. O avião havia chegado à capital paulista cerca de sete horas depois. No entanto, a ação foi interrompida em decorrência de um bloqueio de trânsito, causado por uma paralisação do apoio ao presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL) —Entre eles, muitos caminhoneiros.

“Saí do Rio de Janeiro por volta das 23h40, porque queria chegar a São Paulo por volta das 6h para continuar a trabalhar. Mais por volta de 1h40 ou 2h, ou o ônibus parou na Via Dutra, em Barra Mansa RJ) e ficou em un escuridão, ninguém sabia nem o que estava acontecendo”, diz o banqueiro à BBC News Brasil.

“Depois, por volta das 2h20, a concessionária da rodovia colocou uma nota no site em que informava a manifestação dos dois camnhoneiros. Assim ele entendeu o que estava acontecendo”, acrescentou.

Precisava dar um jeito de ir a uma rodoviária para voltar ao Rio de Janeiro e, mesmo sem antecipação, voltar a São Paulo.

Protesto que impediu o trânsito do ônibus Caio é um exemplo de medida tomada por Bolsonaro caminhoneiros de vários estados: eles dataram rodovias em manifestação contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em Mato Grosso, a professora Simone (nome fictício), que mora em Cuiabá, fez uma viagem a uma cidade do interior do Estado quando o ônibus em que ela estava parou na estrada. “Era para chegar em Barra do Garças (MT) às 6h, mas chegamos às 12h”, conta.

Neste momento, essas manifestações foram registradas nas 16 rodovias estaduais, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Cabelos do país, como as regiões atingiram o movimento capilar, tiveram longos engarrafamentos, que chegaram até mais de 12 horas.

‘Situação de guerra’

QUALQUER Eu protesto causou uma bagunça de grandes proporções na Via Dutra, diz Caio. Assim que o dia amanheceu, ele notou uma fila “infinita” de veículos parados. “Tinha um gargalo de cerca de 4 quilômetros na frente do ônibus e atrás era ainda maior”, detalha.

“Foi uma situação angustiante. As pessoas estão indo para a guerra na Ucrânia há meses, com quilômetros de desordem e isso nunca aconteceu com as pessoas. É uma sensação de escuridão total”, diz ele.

Ele classifica uma situação como “algo semelhante a uma mistura de guerra na Ucrânia com The Walking Dead (série americana) Tupiniquim”.

O banco acredita que grande parte dessa situação poderia ser evitada se Bolsonaro fizesse uma declaração em que aceitasse a vitória de Lula – ele não se pronunciou neste momento.

“Boa parte de tudo isso talvez pudesse ser evitado se houvesse um gesto democrático (de Bolsonaro) para lubrificar o resultado das urnas e diminuir os ânimos exaltados”, comenta.

Ao retornar a partir das 11h, ele deixou o ônibus. “Eu precisava trabalhar e estava apreensivo. alguma alternativa de rodovia na rodovia”, detalha.

Pouco antes de sair do veículo, ele descobriu, pelas redes sociais, que uma colega de trabalho, Beatris Sá, também estava parada em outro ônibus sem ficar presa. Você faz desceram ao mesmo tempo na rodovia.

“Atravessamos a rodovia por mais ou menos 20 minutos. Foi assustador, porque o trânsito estava prejudicado”, conta.

Eles pegarão um carro com uma pessoa insegura que não sentirá a contramão e seguirão pela rodovia Volta Redonda (RJ).

“Agora vamos voltar ao Rio de Janeiro para tentar comprar passagens aéreas para voltar a São Paulo”, diz Caio. Ele diz que não há possibilidade, pelo menos nesta segunda feira, de voltar do ônibus.

‘Não respeita e não aceita o sistema do processo eleitoral’

Para a professora Simone, uma manifestação de dois bolsonaristas é algo “totalmente antidemocrático, que não respeita e não aceita o sistema nem o processo eleitoral”. Ela avalia que não existe um “padrão de luta que realmente valha a pena”.

“Eu (um protesto) por puro e simples descontentamento com o resultado das eleições e com o desejo de ter 51% da população”, declara.

Já se passaram cerca de seis horas desde que o ônibus parou na estrada, ela conta que estava “à deriva” junto com os outros passeiros.

“Muitos passageiros se revoltaram porque estávamos com crianças, pessoas doentes, com fome, sede e afins. Ou movimento pró-Bolsonaro Eu estava questionando o resultado das eleições e desconsiderei ou tínhamos o direito de ir e vir”, declara.

Em determinado momento, os caminhoneiros abrem passagem para os veículos que não estão presos na rodovia mato-grossense. “Mas não houve libertação total ou parcial”, diz.

A repercussão do movimento

Apesar da proporção de dois protestos, eles não pesaram como greve de 2018ou movimento causa preocupação.

Uma manifestação após a vitória de Lula dividiu os caminhoneiros. Enquanto alguns reforçam que o movimento deve crescer cada vez mais em protesto contra a eleição de Lula, outros defendem que a categoria respeita a eleição do PT.

“As manifestações estão crescendo rapidamente, e não temos uma intervenção imediata da PRF como já houve em outras ocasiões. Além disso, a demora de Bolsonaro em se manifestar pode contribuir para o atraso dos protestos”, disse Wanderlei Dedeco, um caminhoneiro de Curitiba, Paraná, que atua como “consultor” dos líderes dos dois caminhoneiros.

Em entrevista à BBC News Brasil, Dedeco afirma que é contra a paralisação e diz que, tendo começado ou não, não provou que os protestos iriam durar muito tempo, mais horas depois que ele passou para ver ou jantar com “outros olhos”, a fim de perceber o crescimento das manifestações pelo país.

Ao final desta segunda feira, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), são 136 protestos. Manifestações foram registradas em Alagoas, Amazonas, Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Roraima e Rondônia.

A Procuradoria-Geral da República solicita nesta segunda-feira que o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, preste esclarecimentos em 24 sobre os bloqueios nas vias para caminhoneiros e esclareça as medidas adotadas para liberação ou fluxo de veículos.

Em nota, a PRF afirma que adota as disposições para o retorno à normalidade das vias afetadas a partir da noite de domingo. “Direcionar equipes para os moradores e iniciar o processo de negociação para a liberação das rodovias, priorizando o diálogo, para garantir, além do trânsito livre e seguro, ou o direito de protesto dos cidadãos, como aconteceu em outros protestos.”

Além disso, a PRF afirma que acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para liberar vias bloqueadas.

Este texto foi publicado originalmente aqui.

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